Greve no PR pode parar atendimento Na última quarta-feira, dia 26, vigilantes de todo o Estado decidiram entrar em greve. Com a decisão, os bancos poderão não abrir para atendimento ao público a partir de hoje. A paralisação é por tempo indeterminado. Desde dezembro, o sindicato tem realizado negociações, mas até agora, nenhuma proposta favorável às reivindicações foi feita.
De acordo com José Maria, presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância de Maringá e região (SINDESV), a greve deverá se estender a Campo Mourão. “Ainda não temos confirmado o percentual que aderiu à paralisação. Conversar sobre a paralisação todos conversam, mas a certeza só vamos ter amanhã. Mas já falamos com o pessoal do município”, diz.
Além de prestar o serviço de segurança em agências bancárias, os vigilantes de trabalham em instituições privadas e públicas, como Sanepar, Copel, Receitas estadual e federal, entre outros.
Em todo Paraná são aproximadamente 20 mil profissionais. A principal reivindicação é pela reposição da inflação sobre o piso da categoria, que atualmente está em R$ 996,00. Além do aumento de 6,53 – que corresponde à inflação – eles pedem um ganho real no salário de 5% e acréscimo de 3% no acréscimo por periculosidade. Um último pedido é pelo aumento no vale alimentação, que hoje é de R$ 12,00 para R$ 15,00.
Esta é a 12ª greve da categoria. Na última, realizada em 2009, os grevistas ficaram parados por três dias, situação que causou o fechamento de centenas de agências bancárias em todo o Estado. O fechamento dos bancos é consequência da lei 7.102, que não permite a abertura das mesmas sem a presença de, no mínimo, dois vigilantes. “Todas as nossas conquistas são resultado de paralisações. A gente começa com uma expectativa positiva de que se não ouviram nossos pedidos antes, agora vão atender em parte pelo menos”, declara o presidente do sindicato.
O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-PR) ofereceu somente a reposição da inflação e um acréscimo de R$ 7 no risco de periculosidade. Até o fechamento da edição, não havia resposta do Sindicato Patronal, para a noite, estava marcada nova reunião para discutir a greve.
Segundo a assessoria de imprensa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a entidade não comenta o assunto, já que o serviço de segurança nas agências é terceirizado.
Negociações
A decisão foi tomada em assembleia dos trabalhadores após duas rodadas de negociações com o sindicato patronal, em 14 de dezembro do ano passado e 17 de janeiro deste ano. Após as duas reuniões, as empresas ofereceram somente a correção da inflação e se recusaram a dar ganho real aos trabalhadores.
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