Força tarefa ajuda as vítimas do desastre no litoral
Os esforços da Defesa Civil são voltados para a tranquilidade das comunidades em Paranaguá, Morretes e Antonina, no Paraná...
Uma força tarefa foi formada para atender as famílias atingidas pelas chuvas no litoral paranaense.
A equipe é composta por agentes e recursos dos seguintes órgãos: Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Mineropar, COHAPAR, SESA, DER, PRF, GRAER, Empresa HELISUL, Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar da Governadoria, COPEL, APPA, IBAMA, Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social, PROVOPAR, Batalhão de Polícia Ambiental, 9º Batalhão da Polícia Militar do Paraná e SANEPAR.
Com a atuação da força tarefa, a situação de calamidade das cidades atingidas pelas chuvas no litoral começa a se encerrar e os esforços da Defesa Civil são voltados para que a tranquilidade pública seja restaurada em Paranaguá, Morretes e Antonina.
Segundo o oficial de Comunicação Social do 8º GB (Grupamento de Bombeiros), Tadeu Perpétuo Nunes Filho, a situação agora é mais estável e a tendência é de melhora.
“A cidade de Morretes já não está mais alagada, os trabalhos em Antonina são para restauração de algumas partes da rodovia e em Guaratuba, já não se observa nenhum risco. Apenas na região da Serra da Prata que a situação ainda é crítica e está no foco dos atendimentos”, destaca.
O oficial conta também que em Paranaguá, o centro foi atingido com alagamentos, mas no transcorrer dos dias, a região ficou tranquila, sem o registro de novos pontos problemáticos.
Mesmo assim, deixou famílias desalojadas: 10 no bairro Labra, cinco no bairro Jardim Iguaçu, seis no bairro Parque Agari, além de famílias que ficaram sem ter para onde ir na Vila São Jorge.
Na área rural, numa região próxima do trevo da PR-508 (Rodovia Alexandra-Matinhos), várias comunidades pertencentes ao município de Paranaguá foram atingidas pela “cabeça d'água” da Serra da Prata.
Devido a tragédia, a estação de tratamento de água potável de Paranaguá cedeu e não existe mais, inclusive os rios que alimentavam esta estação tiveram seu curso desviado. Desta forma, a cidade se encontra sem o suprimento de água.
Em Guaratuba, o bairro Cubatão foi o mais atingido, com 1200 afetados e 50 pessoas desalojadas.
Na cidade de Antonina, a equipe do Corpo de Bombeiros constatou sete pontos de soterramento. O bairro Laranjeiras teve toda a comunidade atingida, gerando 76 desalojados e 50 desabrigados.
Em Morretes, vários bairros foram atingidos, desalojando 5.500 pessoas. Segundo Nunes, as operações se desenvolveram em três focos: a área urbana da cidade de Morretes, a região rural, porém próxima a Morretes, e a região rural mais afastada que abrange parte da Serra da Prata, onde se localiza o Distrito de Floresta, local mais atingido pela destruição das chuvas.
Conforme o oficial Nunes, as ações no momento estão sendo de avaliação das áreas de risco, evacuação dos moradores e auxílio na recuperação de estradas.

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