Operação lacra postos de combustíveis
Ontem uma operação conjunta entre a Polícia Civil e Militar e o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) resultou em 13 prisões em todo o Estado por adulteração de combustível e crime contra a ordem econômica e financeira. Além do Paraná, foram presos empresários em Minas Gerais e São Paulo. Denominada “Operação Predador”, a ação tem o objetivo de coibir quadrilhas que atuam nos três estados.Só em Campo Mourão, três empresários suspeitos de praticar concorrência desleal, foram levados para a delegacia. Eles responderão pelo crime de sonegação e formação de cartel. Durante a ação, realizada pela manhã, seis bombas de três postos foram lacradas.
De acordo com o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós, a operação chegou aos postos da cidade pelas notas da distribuidora. “Não temos o inquérito aqui, mas as informações que chegaram a nós dizem que com a investigação da distribuidora que fica em Araucária chegou-se a esses três postos de combustíveis.” Os crimes são de sonegação fiscal, dumping, abaixo do preço que se adquire com o objetivo de eliminar a concorrência. O delegado informou que os detalhes da investigação correm em segredo de justiça.
Os policiais ainda apreenderam notebooks, livros de registros, notas fiscais, vasilhames de combustíveis guardados em locais inapropriados e carregadores de armas. Em um dos postos, os policiais informaram que não existia sequer o livro de contabilidade de estoque e o combustível era armazenado de forma irregular.
As investigações já estavam em curso desde 2009, e foram iniciadas pela Polícia Civil, foi apontada a participação de 14 distribuidoras e 60 postos de combustíveis. De acordo com informações prestadas pela promotoria, nestes locais existiam indícios de uso do preço predatório entre as distribuidoras e postos para eliminar a concorrência.
Os proprietários dos postos estão respondendo pela acusação de uma prática conhecida como “dumping”, ou seja, a união de empresas de um setor que vendem os produtos por preços muito abaixo do valor de mercado para eliminar a concorrência.
Além das polícias e do Gaeco, a organização não-governamental Comitê Sul Brasileiro de Qualidade de Combustíveis esteve junto com a operação para descobrir se há ainda casos de adulteração dos produtos nos estabelecimentos investigados.
Ainda segundo a promotoria, a ação em campo foi para confirmar as irregularidades apuradas na investigação e na sequencia, outros crimes associados a este tipo de conduta serão relacionados. Um dos presos era dono de outros dois postos na cidade, que também serão investigados.
Durante a operação seis bombas de combustível de três postos foram lacradas

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