Escola 'de primeiro mundo' é mantida integralmente por doações no Paraná
Empresários e voluntários levantaram R$ 1,7 milhão para a construção.
Orçamento para 2011 ano é de R$ 670 mil; nada vem do governo.
A escola fica no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, onde o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica marcava 4 pontos até 2010. Junto a alguns outros municípios, beirando as piores notas do país. O bairro escolhido é pobre: ao sair da escola não há calçada, nem pavimentação na rua. O solução prometida no ano passado ainda não apareceu. O prefeito Gabriel Samahanão não foi localizado.
Há um ano, para erguer as paredes projetadas pelo arquiteto Manoel Coelho, empresas e 120 voluntários abriram a carteira. Nenhum dinheiro veio ou vem do governo. Coelho projetou grandes universidades em Curitiba, como PUC e Positivo. O projeto da escola foi feito de graça.
inauguração. (Foto: Felipe Pinheiro)
As salas estão bem equipadas: computadores, biblioteca, brinquedoteca, quadras para esportes, materiais. Caminhos para trabalhar conjuntos mais complexos do que o currículo obrigatório. Caminhos abertos para portadores de necessidades especiais: tudo é adaptado.
Bom Jesus e Sesi Paraná são parceiros em particular. O projeto pedagógico ficou com o primeiro e o segundo empreende um programa de ação social em conjunto com o Centro.
Nenhum dos fundadores têm objetivos políticos, como uma candidatura no futuro, garante o professor. Em um ano, a escola recebeu cinco certificações de utilidade pública, duas delas sancionadas por lei (uma municipal e outra estadual).
Aniversário
2011. (Foto: Felipe Pinheiro)
Os 160 alunos do Centro têm uma jornada escolar diária de mais de oito horas, a mesma dos países desenvolvidos e duas vezes maior do que a jornada comum nas escolas brasileiras.
O orçamento para este ano é de R$ 670 mil, valor que será coberto integralmente por doações de parceiros e voluntários. "O custo por criança é aproximadamente o mesmo que o Estado gasta em uma escola da rede pública", explica Valverde. "Mas, no Centro, elas estudam em regime integral e recebem três refeições por dia, tudo de graça".
Para manter tudo funcionando, a diretora Elizabeth Castor comanda uma equipe de 20 profissionais contratados; sete deles são professores com curso superior, especializados em educação infantil. O Sesi mantém ainda uma equipe de cinco pessoas, também com formação superior, para as atividades de contraturno, as extracurriculares e os programas comunitários.
A associação criada para gerir a escola "não tem nem quer lucro". Dirigentes e associados não recebem qualquer remuneração, de qualquer natureza. “Nosso salário espiritual é mais do que suficiente, pois sabemos que estas crianças estão se desenvolvendo a cada dia, com o fermento de uma boa educação”, esclarece um dos oito fundadores do Centro e diretor Financeiro da mantenedora, Flavio Prestes.

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