O menino confirmou que há duas semanas ficava preso e disse ter sofrido violência física. “Prendia meu braço e colocava na janela. Me batia de pau”, disse.
A soldado da PM Simone Gomens, que atendeu a ocorrência, viu sinais de agressão. “O menino estava com marca de corrente no braço e apontou onde a mãe teria escondido a corrente. Ele disse que todas as vezes que ele chega da escola após o almoço ele é amarrado e é solto às 16h30 assim que a mãe sai para buscar a avó no serviço”, disse.
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A mãe não gravou entrevista, mas afirmou que o filho tem problemas
psicológicos e toma remédios para controlar a hiperatividade. Segundo
ela, o menino já fugiu várias vezes de casa. “A princípio ela negou e
disse que a criança estava inventando. Quando as correntes foram
encontradas ela disse que [acorrentava] é porque ele foge de casa e vai
para a casa do tio”, explicou a conselheira tutelar Adriana Azevedo.Ela prestou depoimento e foi liberada porque não houve flagrante de cárcere privado. Durante as investigações, a criança vai ficar na casa de parentes.
Se for confirmada a denúncia, a mãe poderá perder a guarda do filho. “Se for constatado o cárcere privado e maus-tratos ela pode pegar até sete anos de prisão”, afirmou a delegada Denise Gobbi Szakal.
Corrente usada para prender menino de 9 anos na Vila Nery (Foto: Reprodução/EPTV)

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