Marrone estava sentado do lado direito do helicóptero na hora da queda
SÃO PAULO - O cantor Marrone, que sofreu acidente na de helicóptero na última segunda-feira, estava sentado do lado direito quando a aeronave caiu em São José do Rio Preto, em São Paulo. O helicóptero tem duplo comando, do lado esquerdo e direito, e, segundo técnicos, os dois estavam ligados no momento da queda. O piloto Almir Carlos Bezerra, que teve o pé esquerdo amputado no acidente, confirmou que Marrone estava sentado do lado direito, mas afirmou que quem estava pilotando era ele. Segundo especialistas, o assento do lado direito é destinado ao piloto, porque é deste lado que estão a maioria dos equipamentos de navegação, o que facilita o voo. Só podem se sentar em qualquer um dos lugares pilotos com autorização para voar.
RELEMBRE O CASO:Helicóptero que levava o cantor Marrone cai em São Paulo
O piloto falou pela primeira vez após o acidente e lembrou que a decolagem foi às 2h30m:
- Assim que fiz uma curva à direita para pegar o rumo do destino a aeronave começou apresentar perda de rotação. Como tava muito baixo ainda, que a gente estava subindo, não deu tempo de fazer muita coisa - afirmou.
Perguntado de que lado estava, confirmou:
- Eu tava do lado esquerdo, mas a aeronave tem duplo comando, você pode voar de qualquer um dos lados. O Marrone estava do lado direito.
Na aeronave estava também o produtor e primo do cantor Jardel Alves Borges, que segue internado. Ele sofreu traumatismo craniano e várias fraturas, além de trauma no abdômen.
A Aeronáutica investiga se o cantor estava pilotando o helicóptero quando ele se acidentou. Marrone não tem autorização para pilotar. Nesta quinta-feira, a assessoria do cantor Marrone negou que ele estivesse pilotando o helicóptero Esquilo 350.
- O Marrone estava sim do lado direito da aeronave, mas não pilotando. Você acha que um piloto profissional arriscaria sua própria vida e a de seus passageiros entregando o comando a uma pessoa não habilitada, principalmente num procedimento tão importante como a decolagem? - questionou a assessora Silvia Colmenero.
Amostras do combustível seguiram para análise e o motor também deverá ser periciado. A Aeronáutica tem um ano para concluir o relatório sobre os motivos do acidente, mas um relatório preliminar deve ser concluído em 30 dias. No boletim de ocorrência, o cantor afirmou que ouviu um barulho no painel durante a decolagem. O piloto diz que percebeu que perdia altura rapidamente e procurou um local para o pouso de emergência.
- Podemos esbarrar na vontade das vítimas. O inquérito depende delas para o prosseguimento - diz o delegado José Luiz Chaim.
Os técnicos da Aeronáutica estiveram no Hospital de Base para ouvir a versão de Marrone, mas não foram recebidos pelo cantor. Ele disse estar muito abalado com o acidente.
Marrone teria comprado o aparelho porque tem medo de andar de avião de carreira e em jato pequeno, como seu companheiro de dupla, Bruno. Por este motivo, eles não viajam juntos.
O helicóptero havia decolado do Paraná e seguia para São Paulo. Parou em São José do Rio Preto para abastecer. Testemunhas serão ouvidas pela polícia para descobrir quem estava pilotando.
Depois do acidente, o cantor Marrone saiu caminhando. Passou 12 horas na UTI do hospital, fazendo exames, e recebeu alta na manhã de quarta. Segundo a assessoria, por recomendação médica Marrone deverá subir ao palco apenas na semana que vem. A idéia do músico é voltar aos shows apenas no dia 13, em uma apresentação marcada para Manaus.

Nenhum comentário:
Postar um comentário